A INFLUÊNCIA DA EXPERIMENTAÇÃO E LUDICIDADE NA APRENDIZAGEM DE BIOLOGIA

Autores

  • Dr. Frederico Marinho Secretaria de Educação de Pernambuco image/svg+xml Autor

DOI:

https://doi.org/10.31692/2595-2498.v9i1.327

Palavras-chave:

Ensino, Práticas, Gamificação, Metodologias Ativas

Resumo

Este estudo analisou a influência de metodologias ativas como a experimentação e a ludicidade, no processo de aprendizagem em Biologia. A investigação parte da premissa de que o ensino tradicional, centrado na transmissão teórica e passiva do conhecimento, se mostra insuficiente para a contextualização dos conteúdos e o desenvolvimento da criticidade e autonomia discentes. A hipótese central postula que a implementação de atividades práticas e lúdicas se correlaciona positivamente com a melhoria do desempenho acadêmico dos estudantes. A pesquisa, de natureza quantitativa comparativa, foi realizada com 192 alunos do terceiro ano do ensino médio de uma escola pública em Olinda, Pernambuco. O desenho experimental comparou o rendimento acadêmico dos discentes antes e após a implementação de seis intervenções práticas, que foram:  a extração de DNA de morango e banana, tipagem sanguínea, produção de bebidas probióticas, produção de fermentados e jogos didáticos, como o jogo das ervilhas. A análise estatística inicial verificou a normalidade dos dados obtidos (teste de Shapiro-Wilk, p < 0.05), os dados foram analisados mediante a aplicação de testes não paramétricos, incluindo o teste de Wilcoxon para amostras pareadas, o teste de Kruskal-Wallis para comparação entre grupos e a correlação de Spearman, utilizando o software R para análise estatística. Os resultados demonstraram a existência de diferenças estatisticamente significativas (p < 0.05) entre as avaliações pré e pós-intervenção em todas as turmas, confirmando um aumento geral no desempenho acadêmico. O teste de Kruskal-Wallis não revelou diferenças significativas na melhoria observada entre as diferentes turmas (p = 0.099), indicando que o benefício da intervenção foi homogêneo em todos os grupos. A análise de correlação de Spearman evidenciou associações positivas, embora a trajetória de desempenho anterior dos alunos tenha influenciado a magnitude dos ganhos individuais. Conclui-se que a integração de atividades experimentais e lúdicas no ensino da Biologia influenciou positivamente a assimilação de conteúdos teóricos, promove o protagonismo discente e conduz a uma melhoria uniforme no rendimento acadêmico, sustentando assim a hipótese inicial da investigação. Recomenda-se a adoção sistemática destas metodologias ativas, acompanhada de investimentos em infraestruturas laboratoriais e formação docente, para potencializar a qualidade do ensino das ciências naturais.

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Biografia do Autor

  • Dr. Frederico Marinho, Secretaria de Educação de Pernambuco

    Possui Mestrado pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas da UFPE, graduação em Licenciatura Plena em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Doutor pelo programa Pós-graduação em Biologia de Fungos da UFPE. Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em ecologia e taxonomia de Fungos Micorrízicos Arbusculares.

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Publicado

30.04.2026

Como Citar

A INFLUÊNCIA DA EXPERIMENTAÇÃO E LUDICIDADE NA APRENDIZAGEM DE BIOLOGIA. INTERNATIONAL JOURNAL EDUCATION AND TEACHING (PDVL) ISSN 2595-2498, Brasil, v. 9, n. 1, p. 108–123, 2026. DOI: 10.31692/2595-2498.v9i1.327. Disponível em: https://ijet-pdvl.institutoidv.org/index.php/pdvl/article/view/327. Acesso em: 9 jul. 2026.

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