ENTRE DOCUMENTOS Y PRÁCTICAS: UNA INVESTIGACIÓN A LA LUZ DE LA SOCIOMATERIALIDAD EN LAS PRÁCTICAS SUPERVISADAS DE LA FORMACIÓN DOCENTE EN CIENCIAS
DOI:
https://doi.org/10.31692/2595-2498.v9i1.322Palabras clave:
Ciencias Biológicas, Práctica Supervisada, SociomaterialidadResumen
Este artículo investiga la formación docente en Ciencias a la luz de la perspectiva sociomaterial, tomando como foco las prácticas de enseñanza supervisadas en la Licenciatura en Ciencias Biológicas de una Institución de Educación Superior de Pernambuco. Se parte del entendimiento de que la Educación Superior es un espacio sociomaterial en el que documentos, planes de estudio, profesores, estudiantes y recursos materiales interactúan de manera continua, configurando prácticas pedagógicas que no pueden reducirse únicamente a la dimensión normativa. En este sentido, los planes de estudio, los Proyectos Pedagógicos de Curso (PPC) y las legislaciones nacionales no se limitan a registros formales, sino que actúan como actantes que ejercen agencia en la organización de la formación inicial de profesores. Metodológicamente, se trata de una investigación cualitativa de carácter documental, fundamentada en el análisis de leyes, dictámenes, resoluciones y en el PPC del curso investigado. El procedimiento analítico fue conducido mediante el Análisis Textual Discursivo (ATD), teniendo la Teoría del Actor-Red como lente teórica para comprender las relaciones entre humanos y no humanos que componen la red educativa. Los resultados indican que el plan de estudios y el PPC desempeñan un papel central en la organización de los tiempos, espacios y prácticas formativas, funcionando como mediadores que articulan exigencias externas y necesidades internas de la institución. Se observó que, mientras las asignaturas específicas cuentan con laboratorios, salidas de campo y otros espacios materiales, las asignaturas pedagógicas se vinculan casi exclusivamente a las escuelas, sobre todo a través de las prácticas supervisadas, configurándolas como el eje estructurante de la formación docente. Se concluye que tanto el plan de estudios como el colegiado no son elementos neutros, sino agentes que reconfiguran continuamente la formación docente, posibilitando brechas para la innovación al mismo tiempo que mantienen vínculos con estructuras normativas. Esta perspectiva sociomaterial permite comprender la formación docente como el resultado de negociaciones constantes entre documentos, prácticas y elementos materiales, evidenciando que la red educativa es siempre inestable, dinámica y susceptible de transformación.
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Referencias
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