ENTRE TEORIA E PRÁTICA: ABORDAGENS INTERATIVAS PARA REDUZIR A CEGUEIRA BOTÂNICA EM ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO

Autores

  • Olívia de Souza Cruz FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS DO SERTÃO CENTRAL Autor
  • Aretuza Bezerra Brito Ramos Faculdade de Ciências Humanas do Sertão Central Autor

DOI:

https://doi.org/10.31692/2595-2498.v9i1.329

Palavras-chave:

Botânica, Metodologias ativas, Ensino-aprendizagem

Resumo

A cegueira botânica pode ser compreendida como a dificuldade que muitas pessoas apresentam em reconhecer as plantas no ambiente em que vivem. Frequentemente, os vegetais são percebidos apenas como recursos destinados à alimentação, ignorando-se sua relevância para inúmeras outras atividades cotidianas. Esse fenômeno reflete um desinteresse em conhecer a diversidade vegetal existente no planeta e em compreender a importância fundamental das plantas para o equilíbrio ambiental e para todos os seres vivos. Portanto, é uma área que exige atenção especial, pois, quando é conduzida predominantemente pelo ensino tradicional nas escolas, observa-se que tal abordagem pode comprometer o aprendizado dos estudantes. Nesse sentido, o objetivo deste estudo foi atuar na redução da cegueira botânica em jovens do Ensino Médio, visando trabalhar a temática de forma dinâmica e interativa. As atividades foram desenvolvidas em uma escola do sertão Pernambucano, onde foram empregadas dinâmicas com a utilização de materiais comestíveis (um bolo de Erva-cidreira, a Melissa officinalis, e brigadeiros de Capim-santo, Cymbopogon citratus), ambos preparados para degustação e analise. Essa metodologia ativa visava despertar o interesse e ampliar a percepção sobre seu uso no cotidiano, assim aproximar os estudantes das plantas de uma forma mais contextualizada. Posteriormente, foi realizada uma oficina de microscopia, onde os estudantes puderam observar diferentes estruturas vegetais, promovendo assim a junção entre o conteúdo teórico e a prática científica. Visto que essa proposta mostra-se eficaz no engajamento dos alunos e no conhecimento botânico fornecido, proporcionando assim uma aprendizagem mais significativa. são apresentadas estratégias didáticas inovadoras e interdisciplinares que buscam despertar o interesse dos estudantes, promover a valorização das plantas e integrar o conhecimento botânico ao cotidiano escolar. Ao enfrentar a cegueira botânica, o ensino pode contribuir para formar cidadãos mais conscientes sobre a biodiversidade e o papel crucial das plantas na manutenção da vida. este artigo analisa os fatores que sustentam esse fenômeno no contexto educacional e propõe caminhos para sua superação por meio de práticas pedagógicas inovadoras. Os resultados da análise indicam que a abordagem contextualizada e interdisciplinar do ensino de botânica é fundamental para promover o aprendizado científico e reverter a invisibilidade das plantas nos processos de ensino-aprendizagem.

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Biografia do Autor

  • Olívia de Souza Cruz, FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS DO SERTÃO CENTRAL

    Licenciatura em Ciências Biológicas, FACHUSC

  • Aretuza Bezerra Brito Ramos, Faculdade de Ciências Humanas do Sertão Central

    Mestra em Gestão e Políticas Ambientais, Faculdade de Ciências Humanas do Sertão Central

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Publicado

30.04.2026

Como Citar

ENTRE TEORIA E PRÁTICA: ABORDAGENS INTERATIVAS PARA REDUZIR A CEGUEIRA BOTÂNICA EM ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO. INTERNATIONAL JOURNAL EDUCATION AND TEACHING (PDVL) ISSN 2595-2498, Brasil, v. 9, n. 1, p. 129–142, 2026. DOI: 10.31692/2595-2498.v9i1.329. Disponível em: https://ijet-pdvl.institutoidv.org/index.php/pdvl/article/view/329. Acesso em: 9 jul. 2026.

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