EXPERIMENTAÇÃO NA PERSPECTIVA DA QUÍMICA VERDE: PROPOSTAS POTENCIALMENTE INCLUSIVAS PARA ESTUDANTES SURDOS DE NÍVEL MÉDIO

Autores

  • André Vinicius Pimentel da Costa Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba image/svg+xml Autor
  • Júlia Maria Soares Ferraz Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba image/svg+xml Autor
  • Maria Caroline Santos Velozo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba image/svg+xml Autor
  • Dr. Carlos Alberto da Silva Júnior Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba image/svg+xml Autor
  • Drª Alessandra Marcone Tavares Alves de Figueirêdo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba image/svg+xml Autor

DOI:

https://doi.org/10.31692/2595-2498.v9i1.321

Palavras-chave:

Experimentação, Libras, Química Verde

Resumo

O estudo da Química é importante para o desenvolvimento socioambiental, mas é frequentemente visto como distante da realidade dos estudantes, gerando desinteresse, especialmente entre os surdos, devido às barreiras comunicativas e à falta de metodologias inclusivas. Diante disso, o presente trabalho teve como objetivo apresentar três propostas de atividades experimentais na perspectiva da Química Verde (QV), abordando reações químicas, catálise e o uso de materiais biodegradáveis, de forma acessível aos estudantes surdos. Por meio de uma pesquisa de cunho qualitativo, o processo metodológico foi subdividido em três momentos: i) Reações Químicas com Materiais Sustentáveis: “Em Busca da Vitamina C”; ii) Catálise em Processos Químicos: “Reações Químicas Catalisadas”; iii) Extração de Pigmentos com Materiais Biodegradáveis: “Tintas Sustentáveis”. As atividades foram fundamentadas na Metáfora da Bipirâmide Triangular (MBT) e aplicadas em turmas inclusivas, buscando promover uma aprendizagem significativa e contextualizada para todos. Como resultados, a primeira proposta abordou reações químicas com materiais sustentáveis, utilizando a vitamina C obtida por diferentes tipos de materiais biodegradáveis como exemplo para contextualizar o conceito de reações químicas. O segundo momento focou no conceito de catálise, por meio de experimentos simples que demonstraram como os catalisadores aceleram as reações químicas. A última proposta tratou da extração de pigmentos naturais e da produção de tintas sustentáveis, visando sensibilizar os alunos sobre a importância da sustentabilidade. É válido ressaltar que utilizou-se a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para garantir a compreensão de todos. Assim, os dados obtidos pela pesquisa indicaram que a utilização de práticas experimentais contextualizadas, aliadas ao uso de comunicação bilíngue em Libras, foi eficaz na promoção de uma aprendizagem mais inclusiva e significativa, contribuindo para o desenvolvimento de uma educação científica mais acessível a todos os estudantes.

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Biografia do Autor

  • André Vinicius Pimentel da Costa, Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba

    Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pelo Centro Universitário de João Pessoa (2020). Tem experiência na área de Química, com ênfase em Química, atuando principalmente nos seguintes temas: Ensino de Química, Química Verde, Inclusão, Educação Ambiental e Metáfora da Bipirâmide Triangular.

  • Júlia Maria Soares Ferraz, Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba

    Graduada em Licenciatura em Química. Mestranda em Química. Experiência em pesquisa de ensino de Química e atuação em inclusão educacional. Comprometida com o aprimoramento do ensino de Química e sua acessibilidade.

  • Maria Caroline Santos Velozo, Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba

    Graduada em Licenciatura em Química pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) - Campus João Pessoa. Tem experiência na área de Ensino de Química com ênfase no Ensino Inclusivo. Atua, com as seguintes temáticas: desenvolvimento e adaptação de novas metodologias no Ensino de Química; sequências didáticas; inclusão de alunos surdos no ensino de Química; acessibilidade linguística no Ensino de Química (LIBRAS); produção de materiais didáticos; educação ambiental; química verde.Tem atuado no Ensino de Química Verde e Inclusão e possui trabalho nesse tema premiado em Congresso Internacional.

  • Dr. Carlos Alberto da Silva Júnior, Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba

    Exerce o cargo de professor efetivo de química do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) - Campus Sousa, como servidor público federal, desde janeiro de 2021. Doutor em Ciências pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), mestre e licenciado em Química. Tem experiência na área de Química, com ênfase em Química Analítica, atuando principalmente nos seguintes temas: experimentação e MALDI-Q TOF MS. Tem experiência de estágio no Departamento de Química Analítica e Ambiental da Universidade de Sherbrooke, Canadá (2015), onde desenvolveu projetos nessa área, pelo Programa Ciências sem Fronteiras (2014-2015). Tem atuado no Ensino de Química Verde e por seus trabalhos nesse tema foi premiado sete vezes no país e exterior (Chile e Itália). Criador da Metáfora da Bipirâmide Triangular (MBT) e dos três princípios da Educação Inclusiva em Química Verde e Sustentável. Membro da Sociedade Brasileira de Ensino de Química (SBEnQ) e da Sociedade Brasileira de Química (SBQ). Primeiro representante do Brasil a liderar o comitê Equity, Diversity Inclusion (EDI) da IYCN-IUPAC.

  • Drª Alessandra Marcone Tavares Alves de Figueirêdo, Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba

    Possui graduação em Química Industrial, Licenciatura e Bacharelado em Química pela Universidade Federal da Paraíba, concluídos em 1998, 2002 e 2003, respectivamente. Mestrado (2001) e doutorado (2005) ambos em Química, pela referida instituição. Atualmente é professora do Instituto Federal da Paraíba, Campus João Pessoa. Tem experiência na área de Ensino de Química. Atua, com as seguintes temáticas: desenvolvimento e adaptação de novas metodologias no Ensino de Química; sequências didáticas; inclusão de alunos surdos e ouvintes, no ensino de Química; experimentos utilizando materiais alternativos; educação ambiental; Química verde.

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Publicado

30.04.2026

Como Citar

EXPERIMENTAÇÃO NA PERSPECTIVA DA QUÍMICA VERDE: PROPOSTAS POTENCIALMENTE INCLUSIVAS PARA ESTUDANTES SURDOS DE NÍVEL MÉDIO. INTERNATIONAL JOURNAL EDUCATION AND TEACHING (PDVL) ISSN 2595-2498, Brasil, v. 9, n. 1, p. 1–20, 2026. DOI: 10.31692/2595-2498.v9i1.321. Disponível em: https://ijet-pdvl.institutoidv.org/index.php/pdvl/article/view/321. Acesso em: 9 jul. 2026.

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