ANÁLISE DA ABORDAGEM SOBRE ÁREA DE FIGURAS PLANAS PROPOSTA PELA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR PARA O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31692/2595-2498.v2i3.99

Palavras-chave:

Base Nacional Comum Curricular, Área, Educação Básica, Matemática

Resumo

A presente pesquisa tem por objetivo geral analisar o tratamento da grandeza área proposta pela Base Nacional Comum Curricular para o processo de ensino e aprendizagem da Matemática na educação básica. Para isso, tomou-se como base a noção da conceitualização de área proposta por Régine Douady e Perrin-Glorian no qual discutem que para se construir o conceito de área é interessante que se articule os quadros geométricos, numéricos e das grandezas. Na busca de se alcançar o intuito central da presente pesquisa, em termos metodológicos, os resultados foram categorizados em dois momentos, sendo o primeiro prezando em quantificar o total de objetos de conhecimentos e habilidades que contemplam o conteúdo de área de figuras planas, enquanto no segundo momento analisamos se a ênfase resolutiva das habilidades se apoiam com maior preponderância no quadro geométrico ou numérico, ou ambos, para a abordagem do conteúdo de área ao longo da educação básica. Os resultados expressam que os objetos de conhecimentos e habilidades proposta pela Base Nacional Comum Curricular para o processo de ensino e aprendizagem na educação básica consideram com mais preponderância o quadro numérico para a exploração dos conteúdos de áreas de figuras planas. Verificamos, ainda, que os resultados apontam que a ênfase nas habilidades de conhecimentos para exploração do conceito área se respalda sob o olhar dos aspectos numéricos, por meio do processo de ladrilhamento e uso de fórmulas. A Base Nacional Comum Curricular destaca que os aspectos numéricos são essenciais para a compreensão do conhecimento da área, entretanto esperávamos que houvesse um maior tratamento geométrico para explorar situações de produções de superfícies, comparações de áreas relegando o aspecto numérico, etc, elementos que estão em segundo plano considerando todas as etapas da educação básica. Com o resultado desta investigação esperamos contribuir para a reflexão do pensamento crítico dos pesquisadores que investigam as grandezas geométricas, em especial, a área no sentido de olhar para o presente documento de orientação curricular e verificar todas as suas potencialidades e limitações que são ofertadas para o processo de ensino e aprendizagem na disciplina de Matemática.

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Biografia do Autor

  • Franklin Fernando Ferreira Pachêco, Universidade Federal de Pernambuco

    Licenciado em Matemática (UPE/ Campus Mata Norte) e Pedagogia (UniFAVENI), Especialização em Ensino de Matemática (FADIMAB) e Educação Infantil e Anos Iniciais (FAVENI), Mestre e Doutorando em Educação Matemática e Tecnológica pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Realizo estudos sob a ótica de algumas das teorias da Didática da Matemática (Teoria dos Campos Conceituais, Abordagem Instrumental, Orquestração Instrumental e Teoria dos Registros de Representação Semiótica), algumas teorias não francesas (Teoria do Desenvolvimento do Pensamento Geométrico, Análise de erros e Análise de Conteúdo) e aportes teóricos-metodológicos (Engenharia Didática da primeira geração e Revisão Sistemática da literatura).

  • Andreza Santana da Silva, Universidade Federal de Pernambuco

    Mestre e doutoranda em Educação Matemática e Tecnológica no programa de Pós-Graduação em Educação Matemática e Tecnológica (EDUMATEC) pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE. Especialista em Ensino de Matemática pela faculdade escritor Osman da Costa Lins (FACOL). Graduada em Licenciatura Plena em Matemática pela Universidade de Pernambuco - Campus Mata Norte (UPE - CMN). Professora de Matemática do Ensino fundamental e Médio. Realiza pesquisas relacionadas a Educação Matemática no âmbito da Teoria dos Registros de Representação Semiótica, Teoria dos campos conceituais, Desenvolvimento do pensamento algébrico e do pensamento funcional e estudo de álgebra e funções. Atualmente integra os grupos de pesquisa: Grupo de Estudos e Pesquisas em Didática da Matemática (GEPeDiMa) da UNESPAR e Grupo de Pesquisa em Ciências e Educação Matemática: SEMEAR da UFPE.

  • Alan Gustavo Ferreira, Universidade Federal de Pernambuco

    Mestre e doutoranda em Educação Matemática e Tecnológica no programa de Pós-Graduação em Educação Matemática e Tecnológica (EDUMATEC) pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE. Especialista em Ensino de Matemática pela faculdade escritor Osman da Costa Lins (FACOL). Graduada em Licenciatura Plena em Matemática pela Universidade de Pernambuco - Campus Mata Norte (UPE - CMN). Professora de Matemática do Ensino fundamental e Médio. Realiza pesquisas relacionadas a Educação Matemática no âmbito da Teoria dos Registros de Representação Semiótica, Teoria dos campos conceituais, Desenvolvimento do pensamento algébrico e do pensamento funcional e estudo de álgebra e funções. Atualmente integra os grupos de pesquisa: Grupo de Estudos e Pesquisas em Didática da Matemática (GEPeDiMa) da UNESPAR e Grupo de Pesquisa em Ciências e Educação Matemática: SEMEAR da UFPE.

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Publicado

30.12.2019

Como Citar

ANÁLISE DA ABORDAGEM SOBRE ÁREA DE FIGURAS PLANAS PROPOSTA PELA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR PARA O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA. (2019). INTERNATIONAL JOURNAL EDUCATION AND TEACHING (PDVL) ISSN 2595-2498, 2(3), 15-28. https://doi.org/10.31692/2595-2498.v2i3.99

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